Depressão em Adolescentes: Sinais e Orientações Para Pais
- karinaazevedopsi
- 1 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
A adolescência é uma fase cheia de mudanças físicas, emocionais e sociais. Para muitos jovens, esses desafios podem ser difíceis de enfrentar, e em alguns casos, podem levar à depressão. A depressão em adolescentes é um problema sério que afeta o bem-estar, o desempenho escolar e as relações familiares. Pais e responsáveis desempenham um papel fundamental na identificação precoce dos sinais e no apoio necessário para que o jovem encontre ajuda adequada.
Este texto traz informações claras e práticas para ajudar pais a reconhecerem os sintomas da depressão em seus filhos adolescentes, entenderem suas causas e saberem como agir para oferecer suporte efetivo.

O que é depressão em adolescentes
A depressão é um transtorno mental que causa sentimentos persistentes de tristeza, perda de interesse em atividades antes prazerosas e alterações no comportamento. Em adolescentes, a depressão pode se manifestar de formas diferentes do que em adultos, o que dificulta o reconhecimento.
Nem todo adolescente que está triste ou irritado tem depressão. A diferença está na intensidade, duração e impacto desses sentimentos na vida diária. A depressão pode afetar o sono, o apetite, a concentração e até mesmo levar a pensamentos de morte ou suicídio.
Sinais comuns de depressão em adolescentes
Pais precisam estar atentos a mudanças significativas no comportamento dos filhos. Alguns sinais que indicam a possibilidade de depressão incluem:
Mudanças no humor: tristeza profunda, irritabilidade constante, choro frequente sem motivo aparente.
Isolamento social: afastamento dos amigos, recusa em participar de atividades sociais ou familiares.
Queda no desempenho escolar: dificuldade de concentração, falta de interesse pelos estudos, notas baixas.
Alterações no sono: insônia ou sono excessivo.
Mudanças no apetite: perda ou aumento significativo do apetite, com consequente ganho ou perda de peso.
Fadiga constante: sensação de cansaço mesmo após descanso.
Baixa autoestima: sentimentos de inutilidade, culpa exagerada ou autocrítica severa.
Comportamentos de risco: uso de álcool, drogas, automutilação ou pensamentos suicidas.
Esses sinais podem aparecer isoladamente ou em conjunto. Se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, é importante buscar ajuda profissional.
Causas da depressão em adolescentes
A depressão não tem uma única causa. Ela resulta da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Entre os principais estão:
Genética: histórico familiar de depressão aumenta o risco.
Mudanças hormonais: comuns na adolescência, podem afetar o humor.
Estresse e pressão: problemas na escola, bullying, conflitos familiares ou dificuldades financeiras.
Eventos traumáticos: perda de um ente querido, divórcio dos pais, abuso ou violência.
Baixa autoestima: sentimentos negativos sobre si mesmo podem desencadear a depressão.
Isolamento social: falta de apoio e conexão com outras pessoas.
Compreender essas causas ajuda os pais a serem mais compreensivos e a oferecerem o suporte adequado.
Como os pais podem ajudar
O papel dos pais é essencial para o bem-estar do adolescente. Algumas atitudes podem fazer grande diferença:
Escutar com atenção
Mostre que está disponível para ouvir sem julgar ou minimizar os sentimentos do jovem. Pergunte como ele está se sentindo e demonstre interesse genuíno.
Criar um ambiente seguro
Promova um ambiente familiar acolhedor, onde o adolescente se sinta confortável para expressar suas emoções.
Estimular hábitos saudáveis
Incentive a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e rotina de sono adequada. Esses hábitos ajudam a melhorar o humor e a energia.
Observar mudanças
Fique atento a sinais de alerta e mudanças no comportamento. Anote o que percebe para compartilhar com profissionais de saúde, se necessário.
Buscar ajuda profissional
Se os sintomas persistirem, procure um psicólogo ou psiquiatra especializado em adolescentes. O tratamento pode incluir terapia, acompanhamento médico e, em alguns casos, medicação.
Apoiar o tratamento
Acompanhe o adolescente nas consultas e incentive o cumprimento das orientações médicas. O apoio da família é fundamental para o sucesso do tratamento.
O que evitar ao lidar com a depressão do adolescente
Algumas atitudes podem piorar a situação e devem ser evitadas:
Minimizar os sentimentos: dizer que é “frescura” ou “fase passageira” pode afastar o jovem.
Cobrar mudanças rápidas: a recuperação leva tempo e exige paciência.
Ignorar os sinais: fingir que está tudo bem pode atrasar o tratamento.
Expor o adolescente: respeite a privacidade e evite expor o problema para outras pessoas sem consentimento.
Quando procurar ajuda urgente
Alguns sinais indicam que o adolescente precisa de atendimento imediato:
Fala sobre querer morrer ou se machucar.
Tentativas de suicídio.
Comportamentos agressivos ou muito impulsivos.
Isolamento extremo e recusa em se alimentar ou cuidar da higiene.
Nesses casos, leve o jovem a um pronto-socorro ou entre em contato com serviços de emergência.
Como a escola pode colaborar
A escola é um ambiente importante para identificar e apoiar adolescentes com depressão. Professores e coordenadores podem:
Observar mudanças no comportamento e rendimento.
Oferecer apoio emocional e encaminhar para profissionais.
Promover atividades que estimulem a socialização e o bem-estar.
Trabalhar com os pais para criar um plano de acompanhamento.
Recursos e apoio para pais
Pais não precisam enfrentar essa situação sozinhos. Existem grupos de apoio, associações e serviços públicos que oferecem orientação e ajuda. Buscar informações confiáveis e trocar experiências com outras famílias pode aliviar a sensação de isolamento.
A depressão em adolescentes é um desafio que exige atenção e cuidado. Reconhecer os sinais e agir com empatia pode transformar a vida do jovem, ajudando-o a superar esse momento difícil. Se você percebe que seu filho pode estar enfrentando esses sintomas, não hesite em buscar ajuda profissional. O apoio da família é o primeiro passo para a recuperação.
Lembre-se: cuidar da saúde mental dos adolescentes é tão importante quanto cuidar da saúde física. Sua atitude pode fazer toda a diferença.


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